diálogos.

" - É estranho, mas não lembro no que pensava, quando eu tinha 15 anos. Eu até tento, mas isso foge a memória.
- Mas é difícil mesmo, e você se lembra de algum acontecimento em especial?
- Não, não muitos. Eu sei é que eu mudei sabe, mudei muito mesmo. Sou uma pessoa dividida pelo antes dos 18 e depois dos 18.
- E isso é bom?
- Eu creio que sim, sinto que evolui. E espero, quero mesmo continuar assim, não quero me redividir depois dos trinta, sei lá.
- O que te dividiu tanto?
- Uma mudança na forma de pensar eu acho. Eu conheci alguém com quem fui muito feliz, por um certo tempo, que na minha vida até ali, tinha sido o mais longo, e ele era realmente um cavalheiro, mas acabou, como tudo na vida, como tudo hoje em dia. Eu sofri demais, fiquei muito triste, com raiva dele, de verdade. Ainda mais porque eu sempre sofri por amor, não que eu tenha amado alguém verdadeiramente antes dele, mas eu sempre me dei mal, e com ele tinha sido diferente e depois de muito tempo, resolvi dar uma chance, ai ele destruiu tudo. Tudo o que eu achava é que eu simplesmente me trancaria em uma ostra e mandaria qualquer garoto pastar dali em diante, mas fiz o contrário, passei a ser simpática, e dar chances quando mereciam, mesmo quando nem eu acreditava nelas, e ai eu mudei, conheci o mundo de um lado mais feliz, de um modo mais rosa.
- Se apaixonou muito?
- Eu amei. Tendo a certeza de que eu também era amada, e descobrir que isso existia de verdade, como em livros e filmes me mudou bastante, ainda que o começo tenha sido bem triste, eu me descobri.
- E o tal garoto que começou tudo isso, o que você amou? "

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