sobre força

Sei que sempre vai ser difícil. Sei que muitas vezes eu vou perder, eu vou falhar, eu vou cair. Sentar, chorar, desistir, resmungar, xingar, brigar, perder, reclamar. E sei também que vou levantar, e seguir corajosa até o fim. Eu me conheço, e não tenho medo de ir fundo em mim, de magoar, de arrancar, de cortar, de ferir feio. Não me importo. Eu me curo, eu me cuido. Não me protejo de mim. Já disse, já tentei ser menos, e não, não dá. E então, já que sou, o jeito é ser, como disse Clarice. Fingir não é pra mim. Mentir então! Nem pra mim eu sei, não faço isso bem. E se não sei mentir, o jeito é ser sincera. É me jogar contra a parede quando dá vontade. Ser corajosa, e me jogar no que eu quero, no que a vontade pede, no que acredito. E se machucar. E se não machucar. Sem 'se', deixa ser. E se for, se tiver que ser, será. De qualquer maneira. Querendo, ou não. Evitando, ou não. Então, não tenha medo de se aproximar, de se queimar, não faço isso sempre, na verdade nem gosto de ferir outros. E não tenha também medo de me ferir. Tenha a sinceridade carregada em cada palavra, abra a mente pro meu jeito diferente, e só. Não sou tão má que não possa te encantar, nem tão boa que não possa te machucar. Sei de mim. Cuido de mim. E continuo. Se não é forte pra me matar, pode ser que vá fortalecer. Mas te garanto, que derrubar, não vai. Nada vai.

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